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O AMBIENTE MARINHO

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Os mares e oceanos ocupam cerca de 3/4 da superfície da Terra, cobrindo aproximadamente 71% da superfície do nosso planeta. Apresentam uma profundidade média de 3,7 km, sendo que a Fenda das Marianas, no Oceano Pacífico, tem cerca de 10,9 km de profundidade.

Os principais fatores abióticos no ambiente marinho são: luz, temperatura, salinidade, pressão hidrostática, oxigênio dissolvido, pH (acidificação dos oceanos), nutrientes e correntes marinhas

Quando comparamos o ambiente marinho com o terrestre, encontramos uma variação menor no que diz respeito a diversos fatores. A temperatura e a salinidade podem ser apontadas como os dois principais fatores abióticos das massas d’água oceânicas.

A temperatura superficial da água varia de acordo com as estações do ano, correntes oceânicas, com a latitude e correntes; porém, essa variação é menor do que a observada em ambientes terrestres, pois os oceanos retêm maior quantidade de calor, que é liberado mais vagarosamente do que na terra.

A salinidade média global dos oceanos é de cerca de 35 PSU (Practical Salinity Units). Em regiões costeiras, normalmente é menor e tende a apresentar uma variação maior, já que sofre também a influência de rios e da água da chuva proveniente da costa.

Podemos classificar o ambiente marinho quanto à:

Penetração da luz:

• Zona eufótica: Região bem iluminada, onde ocorre fotossíntese. É rica em fitoplâncton, algas e organismos consumidores, constituindo a base da maioria das cadeias alimentares marinhas.

• Zona disfótica: pouco iluminada; a “perda” da luminosidade ocorre devido à absorção mais rápida dos comprimentos de onda longos (vermelho e amarelo) e mais lenta dos comprimentos de onda curtos (verde e azul). A fotossíntese é muito limitada ou inexistente.

• Zona afótica: iluminação totalmente ausente e nenhuma forma de vida capaz de realizar fotossíntese; encontrados seres primordialmente heterótrofos mas também bactérias autotróficas que realizam a quimiossíntese, que utilizam energia química, especialmente em ambientes como fontes hidrotermais.

Profundidade:

• Zona litorânea ou zona entre marés: região afetada pelas flutuações das marés, ora emersa, ora submersa; é bem iluminada, oxigenada e rica em nutrientes; são abundantes os organismos fixados em rochas, como cracas, mexilhões, algas e corais, e também uma grande diversidade de animais que habitam os leitos arenosos como poliquetas e tatuíras.

• Zona nerítica: região do mar sobre a plataforma continental; sua profundidade aumenta gradativamente, indo até cerca de 200 metros de profundidade; é a zona de maior importância econômica, pela grande quantidade de plâncton, benthos e nécton, sustentando ricos estoques pesqueiros.

• Zona oceânica ou zona batial: corresponde ao declive, acentuado, que ocorre após a plataforma continental – de 200 a 2 000 metros de profundidade, ocupando o chamado talude continental; não há macroalgas fotossintéticas e os animais apresentam adaptações específicas às altas pressões e à escassez de alimento.

• Zona abissal: região de água pouco movimentada e uniformemente fria e onde não penetra luz; estende-se de 2 000 metros até as maiores profundezas, com algumas espécies extremamente adaptadas às grandes pressões, à ausência total de luminosidade e à consequente escassez de alimento; restos orgânicos das camadas superiores caem lentamente em direção ao fundo, chamada neve marinha, proporcionando o aproveitamento da matéria orgânica pelos animais das camadas inferiores, inclusive servindo como alimento para os animais saprófitos e as bactérias decompositoras; Muitos organismos apresentam adaptações como bioluminescência, metabolismo lento e estruturas corporais especializadas, têm visão muito sensível, capaz de responder a pequenos estímulos luminosos e formas bizarras, como boca e dentes grandes para facilitar a captura das presas e estômago dilatável.

Ecologicamente os organismos marinhos podem ser divididos em:

• Plâncton: formado por organismos que vivem em suspensão na água e são arrastados pelas ondas e correntes; dividem-se em fitoplâncton, representado por organismos produtores da cadeia alimentar e organismos fotossintetizantes, principais produtores primários dos oceanos, responsáveis por cerca de 50% da produção global de oxigênio e o zooplâncton, representado por organismos heterótrofos ou mixotróficos (larvas de muitos invertebrados, de peixes, pequenos crustáceos etc.), consumidores primários e secundários da cadeia alimentar e que servem de alimento para diversos outros animais. O zooplâncton pode ser dividido ainda holoplâncton, que são organismos que passam todo o ciclo de vida no plâncton, como copépodos e salpas; e meroplâncton, que ficam no plâncton apenas em fases larvais e juvenis.

• Benthos: formado por organismos que vivem associados ao substrato, podendo ser fixos (sésseis) ou móveis, e que dele dependem direta ou indiretamente para sua sobrevivência. Inclui diversas algas bentônicas e uma ampla variedade de invertebrados, como esponjas-do-mar, anêmonas-do-mar, corais, vermes, moluscos, crustáceos (caranguejos, siris), equinodermos (estrelas-do-mar, ouriços-do-mar), ascídias, entre outros, além de peixes bentônicos ou demersais, como o linguado e o tubarão-lixa. O ambiente bentônico abriga grande parte da biodiversidade marinha e também concentra muitos poluentes acumulados nos sedimentos.

• Nécton: formado por organismos de vida livre que conseguem vencer as correntezas; é representado basicamente pelos polvos e lulas (cefalópodos), peixes e mamíferos marinhos (baleias, golfinhos, focas etc.).

Podemos dividir, ainda, o ambiente marinho em sistemas:

• Bentônico: é o hábitat dos substratos submarinos, quer sejam artificiais, naturais, biológicos ou não vivos; os organismos que colonizam estes substratos, seja durante toda sua existência ou somente em uma fase do ciclo de vida, são denominados coletivamente bentos; abriga a maior parte da diversidade biológica dos oceanos, além de ser o destino final dos poluentes que são lançados nos mares pelo homem, mas microplásticos e contaminantes permanecem em suspensão ou circulam por toda a coluna d’água.

• Pelágico: compreende o domínio das massas d’água, colonizado por organismos planctônicos e nectônicos, ou simplesmente plâncton e nécton; abriga os principais produtores primários dos oceanos e a maior parte do pescado capturado pelo homem. Porém, hoje reconhece-se que a sobrepesca e a pesca em águas profundas estão alterando drasticamente esse equilíbrio.

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