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SOS Animais Marinhos



reabilitacao1Apesar da grande importância da biodiversidade costeira e marinha para a manutenção dos sistemas ambientais, a acelerada e desordenada ocupação e uso das áreas litorâneas tem aumentado o número de ameaças à sua conservação.

 

O litoral Norte de São Paulo e o litoral Sul do Rio de Janeiro possuem atualmente uma das maiores taxas de crescimento vegetativo do país, o que amplia as ameaças antrópicas, uma vez que esta região coincide com um dos maiores remanescentes de mata atlântica e ecossistemas costeiros preservados do país. A região, intensamente cortada por inúmeros corpos d’água originados da Serra do Mar e por uma infinidade de baías e enseadas protegidas, oferece abrigo e alimentação para diversas espécies de animais aquáticos, ligados ao bioma da mata atlântica e uma grande diversidade de animais marinhos.

 

A região é caracterizada por um intenso fluxo turístico e por uma significativa atividade pesqueira praticada na área costeira. Esse conjunto de atividades resulta numa forte interação do homem com a fauna encontrada na região, causando um nível significativo de acidentes com animais aquáticos. A pressão da construção civil e consequente ocupação de Áreas de Preservação Permanente – APPs – à margem dos corpos de água são também fatores que intensificam a pressão sobre esses animais. A presença do maior terminal petrolífero da América Latina e as recentes obras de ampliação do Porto de São Sebastião e explorações de gás no Campo de Mexilhão ampliam o impacto sobre os ecossistemas costeiros e marinhos na região.

A ocorrência sazonal de animais debilitados, como pinípedes, cetáceos, mustelídeos e aves marinhas (em especial os pinguins) no litoral norte do Estado de São Paulo e litoral Sul do Estado do Rio de Janeiro, é um fato que há muito tempo vem chamando a atenção das Instituições que trabalham com conservação na região. Atualmente quando esses animais são encontrados pela população local ou por turistas, estes acionam os Corpos de Bombeiros e Polícias Ambientais locais, que acabam por encaminhá-los ao Instituto.

 

Desde sua criação o Instituto Argonauta vem atuando no resgate e na reabilitação de fauna aquática, utilizando, para tal, uma estrutura provisória em um local alugado, contando com o apoio logístico do Aquário de Ubatuba e de outras instituições.

 

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O Aquário de Ubatuba desde sua fundação atendeu a mais de 1600 animais, entre aves marinhas como, pinguins de Magalhães, gaivotas e atobás; peixes como meros e tubarões e mamíferos como golfinhos, lobos, focas e baleias.

 

Em parceria com o Instituto Argonauta para a Conservação Costeira e Marinha tem o projeto SOS Animais Marinhos, que tem como principal projeto melhorar o atendimento e resgate aos animais com a implantação do projeto com o apoio e parceria do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis – IBAMA, de um Centro de Triagem de Animais Silvestres – CETAS, voltado à fauna aquática, intitulado “Centro de Reabilitação e Triagem de Animais Aquáticos” CRETA.

 

Hoje o Instituto Argonauta com o patrocinío do Aquário de Ubatuba e o convênio com a Petrobras construiram o CRETA no município de Ubatuba/SP, com uma estrutura física para o atendimento a mamíferos e aves aquáticos, na área compreendida entre o limite Sul de São Sebastião/SP (23°21’20″ S) e o Sul de Angra dos Reis/RJ (23°00’24″S) abrangendo, portanto, as áreas dos seguintes municípios: São Sebastião/SP, Ilhabela/SP, Caraguatatuba/SP e Ubatuba/SP, Parati/RJ, Mambucaba/RJ e Angra dos Reis/RJ



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