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Aquário de Ubatuba Realiza a Devolução de Pepinos-do-Mar à Natureza

Publicado em 29 de abril de 2016

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No último sábado (23), o Aquário de Ubatuba devolveu ao ambiente natural 153 pepinos-do-mar de um total de 587 apreendidos pela Polícia Rodoviária Federal (PRF) no dia 21, na Praia do Félix, região norte de Ubatuba. Os animais foram entregues ao Aquário, ainda na quinta-feira, para que passassem pelo processo de recuperação, mas 434 acabaram morrendo.

Os pepinos-do-mar estavam em posse de um casal de chineses, e a suspeita é de que seriam vendidos no mercado oriental. A dupla assinou um termo circunstanciado e vai responder por crime ambiental em liberdade.

Segundo o oceanógrafo e diretor do Aquário de Ubatuba, Hugo Gallo Neto, é fundamental uma ação do poder público em relação a este problema, para que o alto valor comercial atingido pelos pepinos-do-mar, no mercado internacional, não se torne uma ameaça à espécie.

“Apesar desta não ser uma espécie que esteja na lista brasileira oficial de animais ameaçados de extinção, o consumo gerado pela demanda do mercado chinês faz com que o produto, depois de seco, atinja até mil dólares o quilo. Este mercado já levou a grandes diminuições de populações de pepinos-do-mar em diversos outros países do mundo, em especial na África e Ásia. Desta forma, é urgente que as autoridades ambientais municipais, estaduais e federais tratem de coibir este tipo de ação para que o problema não se agrave no Brasil”, cobrou o oceanógrafo.

Leandro Santos, biólogo do Aquário de Ubatuba, contou detalhes da chegada dos animais e dos processos de reabilitação e soltura. “Os animais entraram desidratados, pois ficaram fora da água por muito tempo. Depois foram colocados para o transporte até aqui em grande quantidade e com pouca água, o que os deixou muito debilitados. A maioria estava com a região ventral (parte de baixo) danificada, provavelmente devido ao processo de retirada sem cuidado”, explicou.

O biólogo contou também que após 48h de trabalhos de reabilitação, foram contabilizados 434 óbitos. Os 153 sobreviventes foram devolvidos à natureza.

“Esses animais são importantes para a ciclagem de nutrientes no ambiente. O desequilíbrio na população e ocorrência deste grupo de animais pode trazer consequências graves para o ambiente em que vivem”, completou Leandro.

O pepino-do-mar pertence à família dos Equinodermos (espinho na pele), mesmo grupo das estrelas-do-mar e dos ouriços.

 


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