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RECIFE DE CORAL

Publicado em 3 de julho de 2013

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Os recifes de coral são ecossistemas extremamente antigos, frágeis e muito ricos em biodiversidade. Ocupam 1% do volume oceânico e, no entanto, abrigam cerca de ¾ da comunidade oceânica. Sua conservação é condição indispensável para a sobrevivência deste grande número de animais marinhos.

 

Uma associação simbiótica entre um animal sedentário (cnidário) e um vegetal fotossintetizante (micro-alga), fornece a base para as maiores construções já realizadas pela vida sobre o planeta. Um exemplo marcante é Grande Barreira de Coral, na Austrália. A pequena alga fotossintetizante fornece boa parte do alimento para o coral, enquanto recebe proteção e nutrientes do mesmo. Assim, os dois coexistem há milhões de anos, construindo formações que abrigam diversas formas de vida e criando uma verdadeira floresta submarina, com biodiversidade comparável à das florestas tropicais com uma riqueza de cor e de vida inigualáveis, proporcionando proteção, abrigo e fonte de alimentação. A parte viva do coral é apenas a camada superficial e a restante é o “esqueleto” dessa colônia.

 

Qualquer distúrbio em seu ambiente pode frear seu crescimento e matar muitas outras formas de vida que deles dependem, direta ou indiretamente.

 

Os corais são organismos que precisam de muita luz solar e, por isso, ocorrem principalmente em mares tropicais e semitropicais, em águas muito limpas, transparentes e mornas. A principal razão pela qual não há maior ocorrência de recifes de coral no nosso litoral é a turbidez das águas costeiras, fruto da imensa carga de sedimentos carregados para a costa por inúmeros e extensos rios. No litoral brasileiro existem algumas formações coralinas, entre as quais, destacam-se: Abrolhos, Atol das Rocas e Parcel Manoel Luís, todas na região nordeste.

 

Em muitas partes do mundo, a principal causa de destruição dos recifes de coral está ligada à acentuada erosão continental causada pelo desmatamento. Recentemente, constatou-se uma nova ameaça aos recifes de coral, o “bleaching” ou embranquecimento, que parece estar relacionado ao efeito estufa e, conseqüentemente, ao aumento da temperatura do planeta e dos mares. Além dessas, outras causas da destruição dos recifes de coral são: a extração dos mesmos para a confecção de jóias, calcáreo, decoração, aquariofilia, além da pesca predatória e da poluição das águas.

 

É nos recifes de coral que encontramos os animais mais coloridos, com cores vibrantes. Aí, eles encontram lugares para se refugiar, se abrigar, podendo, com uma certa comodidade exibir suas beleza. Nos oceanos, o que predomina são animais que procuram se mimetizar com as cores do lugar que habitam, confundindo-se com o ambiente e o próximo tanque nos mostra bem isto, a uniformidade de cores.


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